O Ceará construirá a primeira fábrica global dedicada ao processamento de pele de tilápia para uso médico. A unidade, localizada em Jaguaribara, prevê investimento inicial de R$ 52 milhões e visa produzir curativos biológicos para queimaduras.
A tecnologia foi desenvolvida pelo Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da Universidade Federal do Ceará. O processo converte uma parte descartada do peixe em um curativo adequado para feridas de difícil cicatrização.
Atualmente, o laboratório da Universidade consegue preparar, em média, até 600 peles de tilápia por mês. O plano industrial estabelece a produção de 4.300 peles diariamente no primeiro ano de operação comercial. Em uma segunda fase, essa capacidade pode atingir 12.000 peles por dia.
A construção da fábrica deve começar em outubro deste ano. A escolha do município se deu pela proximidade com o Açude Castanhão, área importante de produção de tilápia no estado. Caso os prazos sejam cumpridos, a operação comercial pode iniciar em janeiro de 2028.
A utilização do produto dependerá das exigências sanitárias e regulatórias da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.


