Um cemitério de navios foi revelado no deserto do antigo Mar de Aral, na Ásia Central, após a parte leste do lago secar totalmente em agosto de 2014. A transformação ocorreu devido à diminuição do rio Amu Darya, à redução de chuvas nas montanhas Pamir e à retirada constante de água para irrigação.
O Mar de Aral, que chegou a ser o quarto maior lago mundial com cerca de 67 mil quilômetros quadrados em 1960, recebia água dos rios Amu Darya e Syr Darya. A mudança começou nas décadas de 1950 e 1960, quando o governo da antiga União Soviética desviou parte da água dos rios para expandir a agricultura, focada no algodão, em região de clima seco.
A situação se agravou, e em 2014, imagens do satélite Terra (MODIS) confirmaram que a parte leste do Grande Mar de Aral secou por completo em 19 de agosto. Segundo Philip Micklin, geógrafo emérito da Universidade Western Michigan, este foi o primeiro registro moderno desse secamento total.
A seca extrema também impactou as comunidades locais, pois a atividade pesqueira colapsou devido à redução da água e ao aumento da concentração de sal. A diminuição hídrica é resultado da menor contribuição das montanhas Pamir e da continuidade do desvio de água dos rios.


