O mercado de fundos imobiliários (FIIs) entra na segunda metade de 2026 com incertezas, mas especialistas afirmam que o cenário fiscal continuará sendo o fator determinante para o desempenho dos ativos. A trajetória das contas públicas influencia a curva de juros de longo prazo, essencial para a precificação dos fundos, especialmente os de tijolo.
O consenso entre os profissionais é que diversos segmentos de FIIs ainda negociam com descontos em relação aos fundamentos, o que abre espaço para valorização caso haja melhora na percepção do risco fiscal e continuidade da flexibilização monetária. Segundo um analista de Fundos Imobiliários, uma melhora fiscal pode acelerar a recuperação dos FIIs, enquanto o aumento do tempo de Selic alta pressiona as cotas.
Para um head de Fundos Imobiliários, a precificação dos FIIs é determinada pela curva longa de juros, que responde à percepção de risco fiscal. Outros especialistas indicam que lajes corporativas, shopping centers e logística são segmentos promissores. Um analista sugeriu manter uma postura defensiva no curto prazo, alocando parte da carteira em Fundos de CRI, e o restante em Shoppings, Logística e Lajes Corporativas.
A participação de investidores institucionais e estrangeiros tem sido uma transformação estrutural, elevando sua presença no volume negociado. Essa mudança altera a formação de preço, pois o institucional foca no valor do ativo, diferentemente do investidor pessoa física, que prioriza o dividendo. Além disso, escritórios de alto padrão em São Paulo registraram a menor vacância em 12 anos, indicando fundamentos sólidos.


