O CEO da End to End, Reginaldo Diniz, afirmou que os programas de sócio-torcedor ainda possuem espaço para crescimento no futebol brasileiro. A estratégia visa transformar a relação com o torcedor em fonte de receita recorrente, diversificando a monetização dos clubes.
Diniz explicou que os programas evoluíram de modelos focados apenas na venda de ingressos para um formato de relacionamento mais amplo. Clubes como Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG exemplificam essa mudança, oferecendo produtos, serviços e experiências que ultrapassam a entrada nos estádios.
A dimensão financeira do setor justifica o foco nos programas. O futebol brasileiro movimentou cerca de R$ 14,9 bilhões em receitas no último ano, sendo aproximadamente 12% provenientes de ticket e sócio-torcedor. O executivo citou o Ceará como exemplo de clube que utilizou essa receita para manter a operação durante a pandemia.
Para fidelizar, Diniz disse que a experiência é crucial. Ele mencionou que o Palmeiras oferece acesso a áreas dentro do campo e o Atlético-MG explora a Arena MRV para ampliar o relacionamento. Na América Latina, o River Plate é citado como referência por seu modelo próximo ao season ticket.


