O CEO da Microsoft, Satya Nadella, defendeu que a Inteligência Artificial inverte o Paradoxo da Informação, exigindo que as empresas revelem conhecimento proprietário para usar modelos avançados. Ele sugere que o controle de dados deve permanecer dentro das fronteiras corporativas, um movimento que beneficia empresas de infraestrutura de dados.
Nadella explicou que, no contexto da IA, o comprador paga duas vezes: uma em valores monetários e outra ao expor o saber técnico necessário para tornar um modelo funcional. Ele propôs um limite de confiança empresarial rígido, onde os clientes mantêm a posse de seus dados, rastros e pesos adaptados. Este arcabouço se baseia nos conceitos de Controle, Capacidade, Escolha, Custo e Composto.
Apesar do crescimento da receita de IA da Microsoft, que ultrapassou $37 bilhões em ritmo anual, a ação da empresa registrou queda de 19% no ano até o momento. A companhia planeja um investimento em capital (CapEx) de cerca de $190 bilhões para 2026. A tese de Nadella aponta para empresas como Palantir Technologies e Snowflake, que se posicionam como facilitadoras desse controle de dados.
A Palantir Technologies, por exemplo, afirmou que sua receita do primeiro trimestre de 2026 cresceu 85% ano a ano, atingindo $1,63 bilhão. Já a Snowflake se estabelece como camada de dados governada, com receita de produto de $1,33 bilhão no primeiro trimestre de 2027, e 13 mil e 600 contas utilizando suas capacidades de IA.

