A construção civil brasileira enfrenta um desafio estrutural com a escassez de mão de obra, apesar da demanda por moradias se manter alta. Eduardo Fischer, CEO da MRV&CO, afirmou que o problema não é exclusivo do Brasil e que a industrialização é necessária para superá-lo.
Fischer, que atua na MRV&CO há quase trinta e quatro anos, disse que a dificuldade de mão de obra é estrutural e não deve mudar. Ele comparou o cenário brasileiro ao da China, onde a idade média do operário da construção civil é de cinquenta e um anos, indicando que a força de trabalho jovem busca outras opções.
O executivo defende que a reforma tributária, que entrará em vigor em poucos meses, pode ser um catalisador para a mudança. Segundo Fischer, a nova legislação pode permitir que incorporadoras menores utilizem novas tecnologias sem sofrer punições da carga tributária.
Além disso, o CEO apontou a modernização dos planos diretores municipais como ferramenta para viabilizar a habitação de interesse social em áreas centrais. Ele acredita que a grande transformação do setor reside na forma de morar, com o aumento da locação institucional, caso as taxas de juros se tornem mais estáveis.
Sobre os resultados da empresa, Fischer informou que a margem bruta da MRV Brasil atingiu trinta e um vírgula dois por cento, o maior patamar em sete anos. A geração de caixa na operação brasileira foi de cento e quarenta e oito vírgula sete milhões de reais no segundo trimestre de dois mil vinte e seis.


