Roy Shaham, CEO da Rain Protocol, afirmou que mercados preditivos diferem de apostas esportivas. Ele defendeu a criação de uma regulamentação específica no Brasil, alegando que os contratos de previsão funcionam como negociação de ativos financeiros.
O executivo explicou que mercados preditivos são plataformas onde usuários negociam contratos ligados à ocorrência de eventos futuros. Os preços desses contratos refletem a probabilidade que o mercado atribui ao resultado, podendo abranger temas como clima, eleições e economia.
Shaham mencionou o uso de inteligência artificial na resolução de disputas. O sistema de consenso da empresa utiliza múltiplos Modelos de Linguagem Grandes (LLMs) para analisar evidências públicas e chegar a um consenso, reservando a revisão humana para casos ambíguos.
Sobre o risco de manipulação em baixa liquidez, ele disse que os mercados corrigem preços por oferta e demanda. A Rain também afirmou que o protocolo bloqueia conteúdos ilegais e mercados de violência, mas espera que operadores definam padrões próprios.
O CEO destacou que a transparência do blockchain expõe atividades suspeitas de uso indevido de informações, tornando o risco de *insider trading* mais visível em plataformas públicas do que em sistemas centralizados.


