Companhias aéreas buscam eficiência operacional diante do aumento de custos, como o preço do combustível e atrasos na entrega de aeronaves. Executivos passaram a focar em inteligência artificial e outras tecnologias para proteger as margens financeiras do setor.
A pesquisa da Deloitte, realizada no início do ano, previa volumes recordes de passageiros e um lucro líquido global de 41 bilhões de dólares para o setor. Contudo, o aumento das despesas alterou as prioridades dos CEOs, que passaram a focar no controle de custos e na saúde financeira das empresas.
A inteligência artificial e o aprendizado de máquina lideram as prioridades tecnológicas. Mais de oitenta por cento dos executivos citaram a gestão de receitas e a precificação dinâmica como uso principal dessas ferramentas, permitindo ajustar preços e buscar maior retorno financeiro.
As empresas também investem em automação para o atendimento ao cliente, buscando oferecer mais autonomia ao passageiro e diminuir despesas operacionais. Paralelamente, a manutenção de aeronaves mais antigas, devido a mais de 5.300 entregas atrasadas, eleva os gastos operacionais.
Apesar do interesse tecnológico, os executivos apontam a falta de profissionais preparados e a dificuldade de integrar novas soluções a sistemas antigos como principais obstáculos para ampliar o uso da IA no setor.

