A executiva financeira da OpenAI, Sarah Friar, informou a funcionários em reunião geral que a companhia planeja abrir capital em 2027. A data pode mudar se o crescimento do negócio continuar acelerado. A empresa já havia protocolado o pedido de oferta pública confidencial no início deste ano.
Friar declarou aos colaboradores que a OpenAI “será uma empresa pública em 2027”, podendo estrear antes caso o negócio acelere. A executiva tratou o IPO como um marco, e não como o fim do caminho. O anúncio ocorre após a saída de três executivos seniores em um período de uma semana, servindo para tranquilizar os funcionários cujos pagamentos incluem participação acionária da companhia.
Os dados apresentados por Friar indicam um cenário de forte expansão, mas também de alto risco. A taxa anualizada de receita da OpenAI ultrapassou 40 bilhões de dólares em julho de 2026. No terceiro trimestre, a receita geral cresceu 35%, com o segmento empresarial subindo 50%. Contudo, os prejuízos operacionais aumentaram, passando de 9,3 bilhões de dólares no primeiro trimestre para 12,3 bilhões de dólares no segundo.
A estrutura da empresa foi alterada em outubro de 2025 para permitir o IPO. A Fundação OpenAI, sem fins lucrativos, detém 26% do OpenAI Group PBC, enquanto a Microsoft possui cerca de 27%. Os funcionários e investidores atuais e antigos detêm os 47% restantes. Esse ajuste removeu um limite anterior nos retornos dos investidores.
Para os investidores, o cronograma não é um compromisso fechado. A companhia precisa divulgar o pedido confidencial, comprovar a redução dos prejuízos operacionais e obter a aprovação da Comissão de Valores Mobiliários antes que as ações sejam negociadas publicamente.


