A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) elevou a probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte para 90% no período entre outubro e dezembro de 2026. O fenômeno climático, que se intensifica, pode provocar mudanças nos padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do Brasil.
A estimativa representa um aumento em relação à projeção de julho, quando o órgão calculava a possibilidade em 81%. A NOAA também aponta 69% de chance de o fenômeno atingir intensidade histórica, considerando registros desde mil novecentos e cinquenta. O El Niño ocorre pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial, e áreas monitoradas já apresentam temperaturas mais de 2°C acima da média.
Os meteorologistas acompanham o evento pois o aquecimento do Pacífico afeta a circulação atmosférica, alterando a distribuição de chuva e temperatura no planeta. No Brasil, os impactos variam por região. A previsão da NOAA indica possibilidade de chuvas acima da média no Sul, enquanto Norte e Nordeste podem registrar precipitações abaixo do padrão.
Temperaturas elevadas são previstas para grande parte do território nacional. No Rio Grande do Sul, os efeitos históricos do El Niño estão ligados ao aumento das chuvas, o que pode elevar o risco de temporais. Contudo, a distribuição das chuvas depende de outros sistemas atmosféricos e das condições do Oceano Atlântico.
Para o Norte e parte do Nordeste, o fenômeno pode reduzir as chuvas e prolongar períodos de estiagem. A NOAA projeta calor acima da média em quase todo o país, exceto no Rio Grande do Sul. A redução de chuvas também pode aumentar o risco de queimadas no Pantanal e na Amazônia.


