A chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende utilizar a segurança pública como eixo central para ampliar o diálogo com as mulheres nas eleições. O candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL-AL), afirmou que o combate à violência será integrado a medidas de moradia, emprego e assistência às mães.
A estratégia visa enfrentar a resistência histórica do eleitorado feminino em relação a candidatos de direita. Gaspar, com trajetória no Ministério Público e na Secretaria de Segurança Pública de Alagoas, declarou que o voto desse segmento é conquistado por meio de propostas e resultados para problemas concretos, como saúde, creches e proteção contra violência.
As propostas estão reunidas no programa Brasil por Elas. O projeto prevê a criação da Central da Mulher, que utilizará uma ferramenta de inteligência artificial chamada ClarIA para agilizar denúncias, a realização de exames e o acesso a serviços públicos. O plano inclui ainda a entrega de celulares e acesso à internet para mulheres em situação de vulnerabilidade.
O candidato a vice argumentou que a dependência econômica dificulta o rompimento de ciclos de violência doméstica. Para enfrentar esse fator, o programa propõe a Escola Brasil por Elas, focada em capacitação profissional e acesso a crédito, além do projeto Creche Garantida.
Outra medida apresentada é o Casa Segura, iniciativa voltada a facilitar a aquisição de moradia própria registrada em nome da mulher. Gaspar explicou que a proteção deve começar antes do crime, acompanhar a denúncia e persistir após o afastamento do agressor.
Segundo o parlamentar, a segurança pública deve ser tratada como uma política transversal. Ele afirmou que o Brasil mantém números inaceitáveis de feminicídio e violência, o que justifica a união entre assistência social, emprego e policiamento para garantir a autonomia feminina.


