O chefe da McLaren, Andrea Stella, afirmou que os carros de Fórmula 1 atuais apresentam grande dificuldade de pilotagem. Segundo Stella, a redução na carga aerodinâmica e as novas exigências dos motores híbridos tornam o desempenho imprevisível para os condutores.
Stella declarou à imprensa que os carros estão exigentes, imprevisíveis e punitivos para quem não encontra o ritmo ideal. Ele apontou a diminuição da carga aerodinâmica como causa principal dessa dificuldade. A FIA reduziu os túneis do assoalho, o que retirou de cada carro entre quinze e trinta por cento de sua força aerodinâmica total.
A transição para pneus mais estreitos, com a frente diminuindo em vinte e cinco milímetros e a traseira em trinta milímetros, diminuiu a aderência mecânica. O diretor explicou que, com pouca aderência, o tempo de penalidade pode ser grande quando o piloto está em desvantagem, devido à instabilidade nas curvas.
O desafio não é só aerodinâmico. Os novos motores híbridos exigem gestão manual de energia, com uma divisão aproximada de cinquenta por cento entre combustão interna e o motor elétrico MGU-K de trezentos e cinquenta quilowatts. Stella mencionou que a complexidade desse uso elétrico afeta a consciência espacial e as zonas de frenagem dos pilotos.
Comparando com a geração anterior, Stella disse que os carros mais antigos possuíam muito mais carga aerodinâmica e mais aderência dos pneus, sendo mais simples de controlar. Hoje, os pilotos precisam lidar com modos de aerodinâmica ativa, coleta intensa de energia e sensibilidade a mudanças de vento.

