O almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos Estados Unidos, encerrou uma viagem de dez dias pelo Oriente Médio neste sábado. O giro incluiu Bahrein, Iraque, Israel, Jordânia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, reforçando a presença militar americana na região.
A visita, que incluiu passagem pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln no Mar da Arábia, ocorre em um contexto de forte presença militar dos EUA e de operações contra o Irã. Segundo o CENTCOM, mais de 50 mil militares americanos estão mobilizados no Oriente Médio em missões diversas.
Na Jordânia, o almirante Cooper participou da cerimônia de troca de liderança da força-tarefa da Operação Inherent Resolve. O major-general Kevin Lambert entregou o comando ao contra-almirante Liam Hulin no dia 11 de agosto.
O porta-aviões Abraham Lincoln, que chegou à região em janeiro, realizou milhares de voos de combate em apoio à Operação Epic Fury e ao bloqueio naval contra o Irã. Familiares fizeram reclamações à imprensa americana sobre problemas de saúde mental e abastecimento a bordo, contudo, autoridades do Pentágono contestaram a dimensão desses relatos.
O giro de dez dias demonstra a dimensão da atuação americana. Além dos militares mobilizados, o CENTCOM mantém forças aéreas, navais e terrestres na área, visando preservar a cooperação com parceiros e manter a pressão sobre Teerã.


