O Chelsea e o Sunderland são os únicos clubes da Premier League que iniciarão a temporada 2026-27 sem um patrocinador principal em suas camisas. As negociações comerciais enfrentam obstáculos relacionados a desempenho e mudanças nas regras do campeonato.
O Chelsea afirmou que a negociação de patrocínios frontais costuma ser demorada. A expectativa de um valor de 65 milhões de libras foi citada por fontes do setor, mas o clube busca uma faixa entre 50 e 55 milhões de libras por temporada. A falta de desempenho em competições europeias impactou a projeção de valor do time, que caiu de 50,3 milhões para 33,6 milhões de libras, segundo um índice anual de mercado.
O clube londrino mantém um acordo de 15 anos com a Nike, avaliado em 900 milhões de libras no total, o que é considerado abaixo do valor de mercado atual. Por isso, a diretoria age com cautela nas negociações, tendo iniciado a temporada sem o patrocinador principal pela quarta vez consecutiva. Na temporada passada, a empresa de software IFS patrocinou o clube nos últimos três meses.
Enquanto isso, o Sunderland também não definiu um novo patrocinador principal após o fim do contrato com a empresa de apostas W88. A Premier League proibiu, a partir deste ano, que clubes anunciem empresas de apostas como patrocinador principal. O acordo coletivo entre os clubes em 2023 visava retirar esse tipo de publicidade até o fim da temporada 2025-26.
Dos onze times com patrocínios de apostas na temporada anterior, três foram rebaixados. O Sunderland, que também tinha um patrocinador de apostas, ainda busca um substituto, enquanto outros clubes, como Aston Villa e Everton, já trocaram de parceiros comerciais para a nova campanha.

