Autoridades de recursos hídricos da China alertaram, nesta quinta-feira (27), sobre o alto risco de rompimento de um lago formado após um deslizamento de terra no centro fronteiriço de Gyirong, no Tibete. O fenômeno ameaça provocar novas inundações em uma região que já registra cerca de 1,5 mil desaparecidos.
O lago surgiu na última quarta-feira, quando uma massa de lama e detritos atingiu a fronteira entre a China e o Nepal. Segundo a agência de notícias Xinhua, a entrada de água na bacia pode chegar a 3 milhões de metros cúbicos nos próximos três dias em razão das chuvas persistentes. O pico do nível hídrico é esperado para o dia 1º de setembro.
Até a manhã desta sexta-feira (28), 499 moradores locais e 555 turistas foram retirados da zona afetada, informou a emissora estatal CCTV. A emissora não detalhou as nacionalidades dos estrangeiros evacuados.
Entre os 1,5 mil desaparecidos estão centenas de peregrinos que realizavam o trajeto para o Monte Kailash. O percurso de 52 quilômetros atinge 5.630 metros de altitude e é considerado sagrado para budistas, hindus, jainistas e seguidores da tradição tibetana Bon.
A jornada consiste em um circuito ao redor da base da montanha, que possui mais de 6.400 metros de altitude. O trajeto é marcado por baixa disponibilidade de oxigênio e exigências burocráticas para a entrada no Tibete, mas foi interrompido, desta vez, por torrentes de água barrenta.

