A China planeja construir um assentamento permanente na Lua até o ano de 2040, o que motivou uma resposta urgente de legisladores americanos. O avanço tecnológico chinês na exploração espacial reacende uma disputa geopolítica pelo controle do cosmos.
Senador Ted Cruz afirmou que o país vive uma corrida espacial no século vinte e um. Há meses, a China demonstra avanços rápidos em tecnologia espacial, enquanto os Estados Unidos aumentam a retórica sobre uma disputa pelo espaço. Ambos os países planejam enviar exploradores robóticos ao polo sul ainda este ano.
A missão robótica Chang’e-7, da China, busca coletar dados inéditos usando quatro veículos: orbitador, módulo de pouso, rover e ‘hopper’ móvel. A equipe chinesa pretende analisar gelo de água, algo que as missões americanas só tentarão no ano seguinte, segundo declaração de Tang Yuhua, vice-chefe de projeto.
Clayton Swope, diretor do projeto de segurança aeroespacial no Center for Strategic and International Studies, apontou que o objetivo chinês é um assentamento permanente, e não apenas uma visita. Ele descreveu um cenário onde pessoas nascem e morrem fora da Terra, como em uma cidade.
A China idealiza a Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS) como um complexo científico na superfície lunar. Há especulação sobre uma parceria com a Rússia para instalar um reator nuclear na base, embora a logística de suprimentos e a capacidade americana de pousar astronautas no polo sul ainda representem desafios.


