O governo chinês iniciará a remoção do Windows 10 de seus sistemas, seguindo um plano de longo prazo para migrar para alternativas desenvolvidas internamente. A mudança, acelerada, parte de uma estratégia maior para diminuir a dependência de tecnologia ocidental.
Um relatório indicou que o Ministério de Segurança do Estado Chinês instruiu entidades ligadas ao Estado a desinstalar o sistema operacional. A versão do Windows 10 utilizada era um produto desenvolvido pela CMIT, uma empresa formada em dois mil dezesseis como parceria entre a Microsoft e o China Electronics Technology Group Corp, visando atender aos requisitos de segurança governamentais.
A expectativa é que a CMIT retire o software em fevereiro de dois mil vinte e sete, alinhado a uma campanha governamental para limitar o uso de tecnologia estrangeira. A decisão ocorre semanas antes de uma reunião entre o presidente dos Estados Unidos e o primeiro-ministro chinês, onde questões de segurança serão discutidas.
Embora o Windows 10 tenha atingido o fim de vida oficial em outubro de dois mil vinte e quatro, com a Microsoft focando em versões mais novas, alguns usuários obtiveram suporte estendido. O esquema de Atualizações de Segurança Estendidas da Microsoft estende o suporte até outubro de dois mil vinte e sete.
Pesquisas anteriores mostravam que um em cada seis computadores ainda rodava o sistema antigo em julho de dois mil vinte e seis. Setores como saúde e farmácia, varejo e manufatura eram os mais propensos a manter o Windows 10, comparado a empresas maiores.


