Um ciclone extratropical de forte intensidade causou estragos no Sul e Sudeste do Brasil na sexta-feira, 7. O fenômeno deixou ao menos uma pessoa morta e cinco feridas no Rio Grande do Sul. Além disso, provocou ventos intensos em São Paulo e Rio de Janeiro e levou ao fechamento temporário do canal de navegação do porto de Santos.
Meteorologistas informaram que o sistema se formou entre o Uruguai e o litoral gaúcho e ganhou força rapidamente, sendo classificado como um “ciclone bomba”. Este tipo de ciclone ocorre quando há uma queda muito rápida da pressão atmosférica, o que favorece rajadas de vento extremamente fortes e tempestades severas.
No Rio Grande do Sul, foram registrados danos em diversas cidades, incluindo destelhamentos, queda de árvores e interrupção no fornecimento de energia elétrica. Em São Paulo, as rajadas de vento superaram os 100 km/h previstos pelas defesas civis, elevando o risco de quedas de estruturas. O canal do porto de Santos foi fechado temporariamente devido às condições do mar e aos ventos fortes.
Após a passagem do ciclone, uma frente fria avança pelo Sul e Sudeste, com previsão de queda acentuada das temperaturas. Há previsão de geada em áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, enquanto o frio mais intenso no Sudeste deve ocorrer entre os dias 10 e 14 de agosto. Autoridades estaduais mantêm alertas para ventos fortes e baixas temperaturas nos próximos dias.


