O ano de 2026 registra uma sequência de tremores em diversas partes do mundo. Fenômenos causados pelo atrito entre placas tectônicas liberam energia acumulada. O Serviço Geológico dos Estados Unidos registrou 1.254 tremores de magnitude entre 5 e 7,9 até meados de agosto.
José Alexandre Nogueira, sismólogo do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), explica que a presença de terremotos no Brasil é improvável, mas não impossível. O país está no centro da Placa Sul-Americana, diferentemente da Colômbia e da Venezuela, que estão próximas às placas de Nazca e do Caribe, respectivamente.
O especialista afirma que o número de tremores registrados está dentro do esperado para o ano. Ele detalha que a média anual é de 14 eventos com magnitude igual ou superior a 7, e em 2026 foram cerca de 11 terremotos.
Nogueira ressalta que esses dados não comprovam um aumento na atividade sísmica, tratando-se de variações normais. Ele compara o cenário com o ano de 2010, quando ocorreram 24 tremores de magnitude 7. Estados como Minas Gerais podem sentir reflexos de eventos estrangeiros devido à propagação das ondas sísmicas.

