O Met Office, serviço nacional de meteorologia do Reino Unido, informou que o El Niño em formação pode ser o mais intenso já registrado desde o século XIX. As projeções indicam alta superior a três graus Celsius nas temperaturas da superfície do mar no Pacífico equatorial ainda em 2026.
O fenômeno ocorre pelo aquecimento da superfície marinha no Pacífico oriental, resultado do enfraquecimento dos ventos alísios. Cientistas definem o evento quando a temperatura na região-chave ultrapassa a média em pelo menos 0,5°C. Adam Scaife, responsável pelas previsões de longo prazo do Met Office, declarou que nunca viu um sinal de intensidade tão grande.
Alguns grupos climáticos preveem anomalias de até quatro graus Celsius acima da média. Scaife afirmou que, se a previsão se confirmar, 2026 excederá a experiência recente com o El Niño em escala mundial. O órgão avalia que 2027 pode ser o ano mais quente já registrado.
Os efeitos globais do evento podem afetar colheitas em diversas regiões. Sinais já aparecem, com monções abaixo do normal no Sul da Ásia e risco de seca na Austrália. No Brasil, o El Niño costuma elevar chuvas no Sul e reduzir a precipitação no Norte e Nordeste.

