A Europa enfrenta a quinta onda de temperaturas elevadas neste verão. Cientistas investigam se o aquecimento global intensifica esses eventos ou se outras alterações ambientais, como o aquecimento do Ártico, contribuem para a frequência e duração das ondas de calor.
O diferencial de temperatura entre o Equador e o Ártico ajuda a manter os sistemas climáticos em movimento no Hemisfério Norte. Contudo, o aquecimento na região polar ocorre em ritmo maior que o restante do globo, diminuindo esses gradientes de temperatura. Isso pode tornar o movimento dos sistemas climáticos mais lento, gerando ondas de calor mais persistentes.
Outro fator estudado é a redução da poluição atmosférica na Europa. Emissões industriais contêm aerossóis que refletem a luz solar. A diminuição desses aerossóis melhorou a qualidade do ar, mas pode ter alterado o fluxo de ar pelo continente. Uma cientista climática da University of Oxford afirmou que os efeitos dessas mudanças no verão europeu ainda não foram definidos.
Um professor de ciência climática da VU Amsterdam utilizou inteligência artificial em um estudo recente. Com o algoritmo, a equipe melhorou a previsão de temperaturas no verão europeu e identificou falhas em modelos anteriores. Eles descobriram que os modelos não representavam corretamente a influência das condições do Oceano Pacífico ocidental nos padrões atmosféricos que chegam à Europa.


