Pesquisadores colocam coleiras de rádio alimentadas por energia solar em borboletas monarcas para rastrear seus movimentos. As borboletas, nativas da América do Norte, foram marcadas em três locais nos condados de San Luis Obispo e Santa Barbara em novembro de dois mil e vinte e cinco.
A iniciativa faz parte de um estudo que testa tecnologia de telemetria para acompanhar a migração dos polinizadores. As coleiras, que parecem antenas em caixas retangulares, enviam dados geoespaciais por ondas de rádio. Segundo o U.S. Fish & Wildlife Service, dados meteorológicos também são coletados no local de hibernação, auxiliando na compreensão das necessidades do habitat.
O objetivo do projeto é aumentar o conhecimento sobre como as borboletas monarcas utilizam os bosques de hibernação na costa da Califórnia. Os resultados ajudarão a orientar a restauração e o manejo desses locais de descanso. A espécie migratória foi listada como ameaçada pela Lista Vermelha da IUCN em dois mil e vinte e dois.
Para evitar danos aos insetos, a equipe aproveitou o fato de as borboletas serem de sangue frio. Os trabalhadores coletaram e marcaram os animais no início da manhã, quando a temperatura estava abaixo de 15 graus Celsius, e os mantiveram em refrigeradores para preservar a temperatura. O projeto também convida cidadãos a participarem da coleta de dados através de um aplicativo específico.


