Eric Topol, cardiologista conhecido por pesquisas em saúde digital, criticou declarações de líderes de inteligência artificial. Ele afirmou que a ideia de curar doenças como diabetes e Alzheimer em cinco ou dez anos é irrealista e gera expectativas exageradas sobre a tecnologia.
Topol, que é pesquisador em tecnologias para melhoria da saúde, contestou publicamente as afirmações de figuras como Demis Hassabis e Dario Amodei. Ele disse que não existem curas para doenças comuns como diabetes, Alzheimer e doenças cardíacas, e que a expectativa de que novos medicamentos mudem tudo nesse prazo não tem precedentes.
O especialista considerou as declarações como ‘hype’, apontando que elas elevam as expectativas para a IA de forma excessiva. Essa ressalva se alinha a críticas crescentes de cientistas, que veem o otimismo dos líderes de IA como arrogância perigosa.
Em um artigo compartilhado, a cientista da computação Daphne Koller, da Universidade de Stanford, comparou a narrativa sobre o uso da IA na ciência a uma crença em varinhas mágicas. O debate sobre os limites da tecnologia se intensifica em círculos acadêmicos.

