A cinebiografia “Honestino”, com Bruno Gagliasso, estreia nesta quinta-feira em cinemas do país. O longa narra a história de Honestino Monteiro Guimarães, estudante que desapareceu em 1973, período da ditadura militar, e tornou-se um símbolo da luta estudantil.
Natural de Itaberaí, Goiás, Honestino mudou-se para Brasília em 1960. Durante o ensino médio, ele se engajou em movimentos estudantis, sendo ligado à organização clandestina Ação Popular. Após passar em primeiro lugar para cursar geologia na Universidade de Brasília (UnB), ele foi preso quatro vezes em manifestações.
Em 1968, ele foi detido durante uma invasão violenta à UnB. Com o Ato Institucional número cinco, que suspendeu o habeas corpus em crimes políticos, ele viveu clandestinamente no Rio de Janeiro e em São Paulo. Seu desaparecimento foi registrado em 10 de outubro de 1973, e seu corpo nunca foi encontrado.
A memória do estudante é marcada por homenagens em Brasília. O Diretório Central dos Estudantes da UnB e o Teatro de Arena Honestino Guimarães recebem o nome dele. O Museu Nacional de Brasília também leva o nome de Honestino Guimarães. Em 2015, houve tentativa de renomear a ponte General Costa e Silva para Honestino Guimarães, mas a lei foi derrubada pela Justiça do DF.
A história de resistência também foi documentada em outras mídias. O filme, dirigido por Aurélio Michiles, tem roteiro de Aurélio Michiles e André Finotti. Além disso, a escritora Betty Almeida documentou a trajetória dele no livro “Paixão de Honestino”.

