Cinzas de um pai falecido foram espalhadas em um jardim na fazenda, no Jardim Potrich, e de lá brotou um singônio. A planta tropical, que simboliza transformação e crescimento, conecta o relato pessoal ao ciclo natural de vida e morte.
O falecido, que desencarnou há quatro anos, teve seus restos mortais cremados, restando 2,5 quilos de cinzas. A pedido, essas cinzas foram espalhadas em locais onde ele conviveu, como o jardim da casa e a fazenda. Em um canto abandonado, entre entulhos, as cinzas deram origem a um singônio, planta tropical da América do Sul.
O singônio representa a evolução constante, pois suas folhas mudam de formato conforme a planta envelhece. O relato usa o crescimento da planta como metáfora para a superação das fases da vida, demonstrando o renascimento a partir do solo, fogo, ar e água.
A força da natureza é vista como manifestação do amor divino. O texto cita a cosmologia de Carl Sagan e a Bíblia, afirmando que os seres humanos são feitos do pó das estrelas e retornarão ao pó, reforçando o ciclo de vida e morte.


