A busca por informações baseada em inteligência artificial (IA) já atinge cinquenta por cento dos consumidores online globalmente, segundo a consultoria McKinsey. O especialista Alex Cabral, fundador da Modocon Comunicação, alerta que a presença de marcas nessas respostas é caótica e pode desaparecer rapidamente.
O estudo da McKinsey indica que quarenta e quatro por cento dos usuários dessas ferramentas consideram a IA sua fonte principal de informação, superando a busca tradicional, citada por trinta e um por cento. No Brasil, a utilização de chatbots é frequente, atingindo cerca de 34% dos internautas, conforme a Retrospectiva Digital 2025 da Comscore.
Cabral explica que, diferentemente do ranqueamento tradicional, a citação em mecanismos de busca por IA não é previsível. Ele cita uma simulação da Similarweb que mostrou uma queda drástica de 86% para 14% na visibilidade de marcas em um período de um mês. O especialista diferencia dois tipos de presença: a ‘vitória da menção’, que é efêmera, e a ‘vitória de treinamento’, que se consolida ao longo de anos.
Para garantir referências duradouras, Cabral afirma que as empresas devem perseguir a ‘vitória de treinamento’. Segundo ele, a estratégia deve focar na construção de autoridade consistente, pois o foco no algoritmo gera apenas um efeito passageiro.


