O banco Citi recomenda a preferência por ações em mercados internacionais, fundamentada no crescimento dos lucros das empresas, que subiram mais rápido que os preços dos ativos. A aposta foca em companhias com contas sólidas, especialmente nos setores de inteligência artificial, cibersegurança, infraestrutura de energia e recursos naturais.
Segundo relatório da instituição, os lucros corporativos cresceram cerca de 27% no primeiro trimestre de 2026 e pouco mais de 30% no segundo, excluindo as duas maiores empresas de tecnologia. O avanço é atribuído a ganhos de produtividade e à adoção de inteligência artificial. O banco afirma que esse cenário torna as ações mais baratas, criando um ponto de partida construtivo para a assunção de risco.
No desempenho por classe de ativo, o petróleo Brent lidera as altas do ano com 54,1%, impulsionado por conflitos no Oriente Médio. Entre as bolsas, os mercados asiáticos ligados à tecnologia avançam 22,7%, enquanto os Estados Unidos sobem 13,1% e a Europa acumula 11,6%. Apesar dos ganhos, a maioria das bolsas opera abaixo das máximas registradas em 2026.
A instituição defende ainda uma posição maior em ouro. O metal seria a alternativa para equilibrar carteiras, já que os Treasuries apresentam oscilações devido ao aumento dos déficits públicos e à decisão de bancos centrais de trocar títulos longos do Tesouro americano por ouro.
Dois alertas foram emitidos pelos especialistas. O primeiro refere-se ao crédito global, onde os papéis estão mais caros do que em 96% do tempo histórico. O Citi informou que os investidores não estão recebendo renda suficiente pelo risco assumido nessa modalidade.
O segundo aviso recai sobre o private equity. A diferença de retorno entre essa classe e a bolsa comprimiu para cerca de 1 ponto percentual desde o fim de 2025. Em janelas móveis de dez anos, o private equity rendeu 13,7% ao ano, contra 8% das ações globais, o que torna a seleção do gestor mais relevante do que a categoria do ativo.

