O Claude, modelo de inteligência artificial da Anthropic, ativará marcação em textos gerados por IA para cumprir a legislação da União Europeia. A mudança, anunciada na segunda-feira, exige que empresas criem mecanismos para que o público identifique conteúdo produzido por IA. A marcação será aplicada em todos os modelos compatíveis, globalmente.
De acordo com a Anthropic, os textos gerados conterão marcas d’água incorporadas, e os arquivos incluirão metadados de proveniência assinados digitalmente, quando houver suporte. Esses metadados funcionam como um registro de documentos, contendo data de criação, formato, tamanho e origem. A aplicação das marcas só ocorrerá nos modelos lançados após o dia 2 de agosto, exigindo um período de ajuste para versões anteriores.
A marca d’água é imperceptível, mas acompanha o texto quando ele é copiado e colado, mantendo-se mesmo após edições. O Claude também incorporará essa marca em fotos e ilustrações geradas pelo modelo, permitindo a detecção de adulterações. A companhia planeja oferecer uma cartilha aos usuários para auxiliar na detecção das digitais da ferramenta.
Apesar da implementação, a Anthropic esclareceu que a inserção da marca d’água indica apenas que o conteúdo foi processado pelo Claude, e não que foi criado por ele. A plataforma pode apenas “carimbar” conteúdo que foi revisado, traduzido ou resumido, e a ausência da marca não isenta o texto de ter passado por um modelo de IA.


