A Coinbase enviou uma notificação gerada por inteligência artificial a milhões de usuários anunciando o placar final da final da Copa do Mundo entre Noruega e Brasil antes do início da partida. O fato, que gerou uma crise de credibilidade da plataforma, ocorreu durante o torneio de 2026. A empresa divulgou que a Noruega havia vencido o Brasil por 3 a 2, com um jogador marcando duas vezes, embora o jogo ainda não tivesse começado.
A plataforma, que opera contratos de eventos por meio de sua Everything Exchange, utiliza a Kalshi, operadora de mercados de previsão avaliada em US$ 22 bilhões, para fornecer o fluxo de mercado. O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, defende que os mercados de previsão representam “a forma última de busca pela verdade”, pois os usuários buscam informações mais confiáveis que a imprensa ou pesquisas. No entanto, o incidente demonstrou uma falha na verificação dos dados.
O jogo entre Noruega e Brasil foi posteriormente realizado e terminou com a Noruega vencendo por 2 a 1, e o jogador em questão marcou duas vezes. A inteligência artificial da Coinbase acertou o vencedor e o artilheiro, mas errou o placar, inventando uma versão e distribuindo-a como fato. A empresa já confirmou que sua equipe está investigando o ocorrido.
O episódio ocorre em um momento delicado para a Coinbase, que enfrenta processos judiciais em Nova York sobre a natureza de seus produtos de mercado de previsão. A alegação regulatória da Coinbase é que esses mercados se enquadram no arcabouço de derivativos da CFTC, mas a disseminação de informações falsas geradas por IA complica sua defesa perante os órgãos reguladores.


