Trabalhos de remoção de escombros dominam as áreas afetadas na Colômbia quase uma semana após o terremoto de magnitude 7,4. O tremor, ocorrido na segunda-feira, 10, atingiu principalmente o oeste e a região cafeeira, causando cerca de trezentas mortes e mais de cem desaparecidos.
Retroescavadeiras e guindastes operam em regiões onde milhares de imóveis foram destruídos pelo desastre, considerado o mais letal do século no país. O balanço mais recente do órgão de atendimento a desastres aponta que aproximadamente 27 mil moradias foram destruídas, sem que haja alternativas de acomodação para parte dos desabrigados.
Em Cali, a terceira maior cidade do país, o prefeito Alejandro Eder estima que a reconstrução exigirá pelo menos US$ 3,2 bilhões, equivalentes a R$ 16,7 bilhões. A dimensão dos danos atraiu ajuda internacional, incluindo recursos dos Estados Unidos e do Banco Mundial.
Embora as operações migrem do resgate para a remoção de destroços, voluntários continuam as buscas por sobreviventes. Um socorrista indicou com um ‘V’ vermelho atravessado que as buscas em um prédio desabado haviam sido encerradas naquele ponto. O professor Juan Carlos Tabares, que coordena o ponto de resgate ‘Valentía’, afirmou que o grupo continuará a procurar.


