O comércio varejista registrou crescimento de 1,9% no primeiro semestre de 2026. O resultado, apontado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é superior ao acumulado de anos completos recentes. As vendas voltaram ao positivo após queda em abril.
Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE, afirmou que o avanço semestral é maior que o registrado em 2025, quando o comércio fechou o ano com 1,6% de acumulado em relação a 2024. O início de 2026 mostrou três meses consecutivos de crescimento, totalizando 1,1% no primeiro trimestre em comparação com o quarto trimestre de 2025, um recorde da série histórica iniciada em dois mil.
A desaceleração da inflação em maio e junho ajudou a sustentar o varejo restrito. Produtos como alimentação no domicílio tiveram deflação em junho. Além disso, a queda de preços em vestuário e eletrodomésticos favoreceu o consumo. O mercado de trabalho também contribuiu, pois o número de pessoas ocupadas cresceu 1,1% em junho de 2026, compensando a ligeira queda de 0,5% na massa de rendimento.
Contudo, o varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, segue pressionado. Santos explicou que a aceleração dos preços de automóveis novos e materiais de construção faz o indicador ampliado apresentar queda. Em junho, esse segmento estava 2,1% abaixo do recorde histórico de fevereiro de 2026.


