A Comissão Europeia classificou os serviços de nuvem da Amazon e da Microsoft, AWS e Azure, como ‘guardiões’ sob a Lei dos Mercados Digitais. A designação visa plataformas com poder de mercado significativo, mesmo que não atendam aos limites tradicionais de tamanho.
Os reguladores focaram em posições de mercado consolidadas, altos custos para mudança de plataforma e a crescente influência das ferramentas e parcerias de inteligência artificial. Este movimento indica uma mudança mais ampla na forma como as maiores empresas de tecnologia exercem poder digital.
O controle dessas corporações se estende à infraestrutura, plataformas e sistemas de distribuição dos quais usuários e outros negócios dependem. Esse padrão se reflete no setor de mídia, onde empresas como YouTube, Google, Instagram, Facebook e Amazon influenciam a criação e distribuição de informações.
A análise aponta uma hierarquia estabelecida no mercado, com pouca concorrência ativa entre os líderes. A Perplexity AI é citada como um caso de observação, apresentando sentimento superior a Google e Apple em certos círculos, mas sua influência ainda é restrita a comunidades especializadas.
Estudos indicam que a inteligência artificial generativa é fonte de informação para quarenta e quatro por cento dos usuários de uma consultoria. Isso transfere influência às empresas que constroem os sistemas de descoberta ou fornecem o conteúdo para eles. Pressões regulatórias, como as impostas a Apple e Meta, são vistas como reativas e não alteram a estrutura de vantagens subjacentes.


