Condomínios construídos para sediar a Olimpíada de 2016 na Barra Olímpica ainda recebem moradores uma década após o evento. A ocupação dos 3.206 apartamentos enfrenta desafios econômicos, mas a meta é atingir 2.400 unidades até o fim de 2026, segundo a gestora do empreendimento.
A Ilha Pura, local que recebeu atletas, teve sua gestão assumida pelo BTG, por meio da Enforce, em 2024. Na época, 900 famílias residiam no local; hoje, o número de ocupantes alcança 1.700. O CEO da Enforce, Ricardo Cardoso, afirmou que a empresa investe R$ 250 milhões em melhorias de infraestrutura para atrair famílias, destacando que o empreendimento foca em unidades residenciais, diferentemente dos estúdios lançados no entorno.
A Construtora Carvalho Hosken havia se comprometido com o Comitê Olímpico Internacional (COI) a concluir o projeto até os Jogos. Contudo, a crise imobiliária afetou o mercado, fazendo com que apenas metade das primeiras 800 unidades oferecidas em 2015 fossem negociadas. Além disso, problemas financeiros de outras construtoras envolvidas em projetos próximos, como a Odebrecht, atrasaram a entrega de empreendimentos destinados a árbitros.
Em outro projeto na Zona Portuária, a construtora Cury assumiu o Residencial Heitor dos Prazeres. O projeto foi redimensionado para atender à demanda atual do mercado, com unidades menores. O CEO da construtora, Leonardo Mesquita, declarou que a adequação das dimensões foi crucial para o sucesso de vendas, que atingiram preços entre R$ 280 mil e R$ 600 mil, com entrega prevista para o final do próximo ano.

