Uefa, Concacaf e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) emitiram um comunicado conjunto nesta segunda-feira, criticando duramente o presidente da Fifa, Gianni Infantino. As entidades acusaram a tentativa de vender participação comercial da Copa do Mundo a investidores privados de ser uma “profunda falha de julgamento” e uma quebra de confiança institucional.
O documento, assinado pelos presidentes Aleksander Ceferin, da Uefa, Víctor Montagliani, da Concacaf, e Salman bin Ibrahim Al Khalifa, da AFC, representa uma escalada na disputa pelo comando do futebol mundial. As três confederações representam 103 das 211 associações nacionais filiadas à Fifa.
A manifestação ocorre dois dias após a própria Fifa divulgar uma advertência aos críticos de Infantino. A entidade afirmou no sábado que “A Fifa não apoiará, facilitará nem tolerará qualquer processo relacionado à eleição do presidente da Fifa que seja inconsistente com os Estatutos da Fifa”.
Com a união das três grandes confederações, o posicionamento coloca Infantino sob forte pressão política no período que antecede a eleição presidencial de 2027.


