A confiança do consumidor brasileiro caiu 0,4 ponto em julho, atingindo 88,3 pontos, conforme dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). O índice, que representa o menor nível desde março de 2026, foi influenciado pela deterioração da percepção sobre o orçamento financeiro das famílias.
A pesquisa da FGV indicou que o Índice de Situação Atual (ISA) recuou 2,6 pontos, para 84,4 pontos. Em contraste, o Índice de Expectativas subiu 1,1 ponto, chegando a 91,5 pontos, após dois meses de queda. Segundo economistas da FGV, essa virada pode sinalizar que o pessimismo futuro começa a afetar a avaliação atual dos consumidores.
O alto endividamento e a inadimplência, somados a um contexto de juros restritivos, continuam sendo o principal fator de pressão no orçamento. O componente que mede as finanças familiares nos próximos meses registrou recuo de 0,2 ponto, para 87,5 pontos, sendo o maior impulsionador da queda geral.
A análise por faixa de renda mostrou impacto desigual. Enquanto grupos de renda mais alta apresentaram alta na confiança, as duas faixas de renda mais baixas registraram queda. No grupo de famílias com renda mensal até R$ 2.100,00, houve recuo de 10,5 pontos, segundo a FGV.

