Dados de negociações de ações de congressistas indicam que 56% das transações envolvem empresas de setores sobre os quais os membros estão prestes a votar. A prática, que levanta questionamentos sobre conflito de interesses, tem gerado propostas de reforma legislativa no Congresso.
A análise de transações de ações publicamente divulgadas mostrou que 6.170 das 11.016 compras realizadas em 16 meses envolveram empresas cujos setores os membros estavam prestes a votar. Um exemplo citado foi o representante mais ativo do Congresso, que realizou mais de 4.900 transações no último ano.
Entre os casos noticiados, um membro do Congresso vendeu ações da NVIDIA em cinco transações parciais entre março e julho de 2026. Outro membro divulgou uma venda parcial de ações da QUALCOMM, enquanto um terceiro reportou venda de ações da Atlas Energy Solutions. O prazo para divulgação, previsto no Ato STOCK, varia, e muitas vezes a votação associada ocorre antes da informação ser pública.
Em resposta, houve esforços de reforma, como a introdução do ‘Stop Insider Trading Act’ no Senado. A proposta visa proibir que membros, cônjuges e dependentes comprem ações individuais de empresas listadas publicamente, permitindo apenas fundos diversificados e *trusts* cegos.

