O Congresso busca alterar a regra de ajuste mensal relacionado à renda (IRMAA), criada em 2003, que impõe coparticipações maiores a aposentados mais ricos. A medida, inicialmente voltada aos 5% mais abastados, atingiu a classe média devido ao congelamento de tetos de renda e à inflação.
A lógica original do IRMAA era fazer com que os aposentados mais ricos pagassem mais para manter o sistema do Medicare solvente. No entanto, a política federal manteve os limites de renda fixos entre dois mil e onze e dois mil dezenove. Esse congelamento, somado ao aumento de preços, fez com que a cobrança se estendesse para pessoas com renda média, como professores e trabalhadores de correios.
O principal problema do IRMAA reside no seu formato de escada, ou ‘penhasco’. Ao ultrapassar um limite de renda por um valor pequeno, o beneficiário aciona a cobrança total do ano, afetando tanto o plano B quanto o D. Isso pode gerar custos adicionais elevados para casais.
Representantes como Tom Kean Jr. e Young Kim apresentaram a Lei de Redução de Prêmios do Medicare de 2026. Essa proposta elimina os dois primeiros patamares de coparticipação, beneficiando indivíduos e casais que se enquadram em faixas de renda específicas, com potencial de economia anual de até 5.784 dólares para casais.
Outra questão levantada é o impacto da venda de imóveis. O aumento de capital decorrente da venda da residência principal, usado para custear cuidados de longo prazo, eleva a Renda Bruta Ajustada Modificada (MAGI) e pode gerar cobranças máximas do IRMAA. Kevin Kiley propôs uma lei para criar uma exclusão vitalícia para ganhos de capital provenientes dessa venda.

