Sam Stovall, estrategista de investimentos da CFRA Research, afirma que o consumo das famílias resiste a pressões econômicas enquanto os bancos mantêm o crédito disponível. O especialista sugere que a desaceleração só ocorrerá quando houver um aperto no sistema de empréstimos.
Stovall indica que dois fatores pressionam a confiança do consumidor: o aumento dos preços do petróleo e a elevação das taxas de juros em títulos do Tesouro. Ele orienta que se deve observar os dados de empréstimos, e não apenas as pesquisas de humor.
Os rendimentos dos títulos do Tesouro de dez anos atingiram 4,64% em 14 de agosto, um patamar próximo ao topo de sua faixa para 2026. O petróleo WTI negociou a 81,27 dólares por barril, subindo 32,26% no ano. Esse cenário, segundo o analista, desvia renda disponível dos gastos discricionários.
Embora o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan tenha caído para 44,8 em maio de 2026, as vendas no varejo continuaram em alta, registrando 768,6 bilhões de dólares em junho de 2026. Esse descompasso, aponta Stovall, é mantido pelo financiamento crescente via crédito rotativo, com taxa média de 20,94%.
O quadro de alerta aponta que a quebra do consumo dependerá da reação dos bancos. Sinais a serem observados incluem o Survey de Opinião de Oficiais de Empréstimo Sênior do Fed e qualquer aceleração nas inadimplências acima de 3,5%.


