Autoridades investigam a origem de contaminação por metais pesados na Praia de São Tomé de Paripe, em Salvador, desde fevereiro. Análises ambientais identificaram substâncias tóxicas na região, que está ligada ao antigo Terminal Itapuã, onde a Gerdau operou por quase 30 anos.
A Polícia Federal investiga se resíduos deixados no solo durante o período de operação do terminal causaram a poluição. Documentos apresentados ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) indicam a presença de cobre e outros contaminantes no solo, na água subterrânea e nos sedimentos. O Ministério Público da Bahia apura se esses resíduos atingiram o mar pelo lençol freático.
As análises do Inema detectaram altas concentrações de cobre, ferro e zinco em organismos marinhos, além de arsênio em moluscos e crustáceos. A Gerdau reconheceu a existência de contaminantes, mas afirmou que a responsabilidade atual é da Intermarítima, que adquiriu o Terminal Itapuã, alegando que esta conhecia o passivo ambiental.
A investigação avançou com o pedido da Polícia Federal para indisponibilizar bens da Gerdau, visando cobrir indenizações e custos de recuperação. Antes disso, o Inema aplicou multa de R$ 50 milhões à Gerdau Aços Longos e de R$ 20 milhões à Intermarítima. O problema afeta cerca de 1.200 pescadores locais, e a Secretaria Municipal de Saúde de Salvador monitora riscos de intoxicação química.


