A contaminação por metais pesados na região de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, afeta diretamente pescadores e moradores. Cerca de 1.200 trabalhadores dependem do mar para renda, mas relatórios do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) apontam níveis elevados de contaminantes em organismos marinhos.
Os relatórios do Inema indicam que a contaminação compromete uma fonte de renda essencial para a comunidade. Os níveis elevados de metais pesados foram detectados em moluscos, como ostras e mexilhões. Além do impacto econômico, a presença de contaminantes gera dúvidas sobre o consumo e a comercialização dos produtos retirados da área.
Os efeitos da poluição ultrapassam o âmbito econômico. Desde fevereiro, moradores e banhistas de São Tomé de Paripe relatam manchas azuis e amarelas na areia e no mar. A Secretaria Municipal de Saúde de Salvador passou a monitorar casos de intoxicação química, alertando para riscos dermatológicos e gastrointestinais.
As autoridades aplicaram penalidades às empresas envolvidas. O Inema multou a Gerdau Aços Longos em R$ 50 milhões e aplicou R$ 20 milhões à Intermarítima. Posteriormente, a Polícia Federal solicitou à Justiça Federal da Bahia o bloqueio de bens da Gerdau, visando garantir recursos para indenizações e recuperação da área.


