O cooperativismo brasileiro atingiu 29 milhões de cooperados em 2025, representando cerca de um em cada sete habitantes, conforme o AnuárioCoop 2026, divulgado pelo Sistema OCB. No mesmo período, o setor movimentou R$ 848 bilhões, um aumento de 12% em relação a 2024.
O setor gerou 613,4 mil empregos formais, um crescimento de 6,1% que supera a taxa de expansão do mercado de trabalho formal no país, segundo levantamento da OCB. Os cooperados acumularam ativos totais de R$ 1,6 trilhão e registraram sobras de R$ 61,3 bilhões, um incremento de 14,2%.
A estrutura cooperativa abrange vários ramos. O segmento de crédito concentra cerca de 23 milhões de cooperados e R$ 1,1 trilhão em ativos. O agronegócio lidera a receita, movimentando R$ 487,3 bilhões em 2025. Essas áreas tradicionais dão base para a expansão do modelo no consumo.
Diante da pressão macroeconômica, pesquisas apontam que mais de 80% das famílias brasileiras estavam endividadas em 2026, segundo a Pesquisa de Endividamento das Famílias da Confederação Nacional do Comércio. Essa realidade favorece a busca por modelos econômicos coletivos.
O Mercado Econômico Cooperativo (MEC), desenvolvido pela Gfi Hub, exemplifica a aplicação da lógica cooperativa no consumo. O MEC organiza o consumo diário em estrutura compartilhada, mantendo o valor circulado entre os participantes. Odirlei Schuster, presidente da Gfi Hub, afirmou que o cooperativismo se consolidou no crédito e agronegócio e agora encontra espaço no consumo.


