O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros (Selic) para 14% ao ano, o patamar mais baixo desde março do ano passado. A queda de 0,25 ponto percentual marca a quarta redução consecutiva, mas entidades do agronegócio apontam que os juros permanecem elevados.
A decisão mantém o Brasil no topo do ranking de países com maior juro real no mundo. Embora o setor produtivo tenha recebido o corte com otimismo, analistas alertam para a cautela no campo, devido aos patamares de juros ainda considerados altos.
Em avaliação sobre os impactos, o sócio e consultor financeiro da Mhydas Planejamento Financeiro, Gabriel Eisner, disse que a redução não gera efeito imediato na ponta final do produtor. Segundo o especialista, o mercado agrícola possui taxa definida pela política agrícola.
Eisner explicou que o alívio será sentido em cadeias produtivas que dependem de capital de giro, como pecuária, aves, bovinos e suínos. Ele afirmou que essas cadeias são as que mais sentirão o impacto da diminuição da taxa.

