Uma grande corporação global, alvo de questionamentos de membros do Congresso, defende seus estudos sobre diversidade no ambiente de trabalho. O deputado federal Brandon Gill, do Texas, questionou a consultoria McKinsey & Company sobre relatórios que ligavam diversidade a melhores resultados de negócio.
O deputado Gill, que lidera uma força-tarefa do Comitê de Fiscalização da Câmara, direcionou críticas à consultoria devido a relatórios que argumentavam que a diversidade no trabalho gerava melhores resultados financeiros e de negócio. Esses estudos foram citados por empresas de capital aberto, gestores de ativos e instituições bancárias para justificar metas de contratação e promoção baseadas em raça e sexo.
Em resposta, um porta-voz da McKinsey afirmou concordar com o deputado de que raça e gênero não devem garantir resultados. Contudo, a empresa manteve a defesa de sua pesquisa sobre o impacto econômico de uma força de trabalho diversa, acrescentando que segue a legislação dos mercados onde opera.
Gill alegou que os relatórios da consultoria foram influentes em corporações americanas, servindo de base para grupos progressistas que impulsionaram políticas de contratação e divulgação baseadas em raça e gênero. O deputado também questionou a validade dos achados, citando um relatório econômico da Casa Branca de 2026 que apontava um custo de cerca de 94 bilhões de dólares para a economia dos EUA em 2023 com iniciativas de diversidade.
Pesquisadores que avaliaram os estudos da McKinsey não conseguiram reproduzir os resultados e apontam que a consultoria pode ter invertido a relação de causa e efeito em suas conclusões. A própria McKinsey afirma que o caso de negócio para igualdade e diversidade é forte, e estimou que o PIB nacional poderia aumentar em 12 trilhões de dólares se a lacuna de gênero fosse reduzida até 2025.


