Os Correios encerraram o primeiro semestre de 2026 com prejuízo de R$ 5,6 bilhões, conforme demonstrações financeiras divulgadas neste sábado (29). A estatal trabalha agora na estruturação de uma operação de crédito de R$ 7 bilhões junto a instituições financeiras, contando com a garantia da União para viabilizar o montante.
O rombo financeiro é 30,4% maior do que os R$ 4,3 bilhões registrados nos seis primeiros meses de 2025. Com o resultado, a empresa completa 16 trimestres consecutivos de perdas. No primeiro trimestre do ano, o prejuízo foi de R$ 3,16 bilhões, enquanto entre abril e junho as perdas somaram R$ 2,4 bilhões.
O balanço sucede o pior resultado anual da história da companhia, que fechou 2025 com déficit de R$ 8,5 bilhões. Houve redução nos gastos com empregados, que caíram de R$ 7,2 bilhões para R$ 6,9 bilhões no primeiro semestre, mas a queda não compensou os custos da estrutura e o desempenho das receitas operacionais.
Para enfrentar a crise, o governo federal prevê incluir no Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027 uma operação de crédito de R$ 6 bilhões para a estatal. A medida visa reforçar o caixa e financiar despesas correntes.
Os recursos também devem apoiar o processo de reestruturação da empresa. A companhia enfrenta custos elevados, perdas logísticas e concorrência crescente nos setores de comércio eletrônico e mercado de entregas.


