A Cosan encerrou o segundo trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 320 milhões, representando uma redução de 66% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado pela diminuição das despesas financeiras e pela melhora na equivalência patrimonial das investidas.
A receita operacional líquida consolidada da companhia somou R$ 10,78 bilhões entre abril e junho, marcando um crescimento de três por cento em relação ao ano anterior. O EBITDA atingiu R$ 3,52 bilhões, um aumento de 24% em relação ao segundo trimestre de 2025, elevando a margem EBITDA para 32,7%.
O desempenho financeiro foi favorecido pela reversão da contribuição da equivalência patrimonial, que passou de um resultado negativo de R$ 173 milhões em 2025 para R$ 447 milhões no período atual. Isso ocorreu em parte pela redução do investimento na Raízen, que zerou ao final de 2025.
Um fator negativo no trimestre foi o reconhecimento de um impairment de cerca de R$ 233 milhões, ligado ao Terminal de Uso Privado (TUP) Porto São Luís, após a aceitação de proposta de venda do ativo. Desconsiderando esse efeito, o prejuízo da holding seria de R$ 167 milhões.
A dívida líquida expandida da Cosan caiu 47% no ano, chegando a R$ 9,2 bilhões. Essa redução foi auxiliada pelos recursos de cerca de R$ 2,3 bilhões obtidos com o IPO da Compass, além de desinvestimentos realizados nos últimos doze meses.


