A CPFL Energia registrou lucro líquido de R$ 1,44 bilhão no segundo trimestre, um aumento de 21,3% comparado ao ano anterior. O crescimento foi sustentado pela demanda residencial e pela expansão de data centers no setor de distribuição de energia.
O desempenho operacional da companhia elétrica, medido pelo Ebitda, alcançou R$ 3,56 bilhões, superando 17,4% o valor do mesmo período de 2025. A receita líquida atingiu R$ 11,11 bilhões, marcando alta de 5,3%. Na área de distribuição, principal negócio da CPFL, o Ebitda avançou 11,4%, totalizando R$ 2,3 bilhões.
A demanda por energia para data centers nas regiões atendidas pela empresa cresceu 35% em relação ao segundo trimestre de 2025. Gustavo Estrella, CEO da CPFL, afirmou que existem gargalos para atender a novos projetos de data centers no interior paulista, levando a empresa a negar quase 8 gigawatts (GW) em pedidos de conexão.
O executivo explicou que o desafio maior reside na lentidão da rede de transmissão em suprir o consumo projetado. Em outro setor, a CPFL prevê receber cerca de R$ 500 milhões em reembolsos do governo federal por cortes de geração em usinas renováveis, valor que ainda não foi contabilizado no balanço.
A companhia também intensifica preparativos para um El Niño severo. Em um episódio recente, uma tempestade em Ribeirão Preto causou a queda de 54 torres e 348 postes, deixando 330 mil clientes sem energia no pico da sexta-feira.


