O crédito consignado, que oferece taxas de juros menores que cartão de crédito e cheque especial, é procurado por servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS. No entanto, analistas alertam que a modalidade só é útil se inserida em um planejamento financeiro e não para sustentar um padrão de consumo incompatível com a renda.
A principal característica do consignado é o desconto automático das parcelas na folha de pagamento ou no benefício previdenciário, o que reduz o risco de inadimplência para as instituições financeiras e resulta em taxas mais competitivas. Segundo Taiza Dantas de Oliveira, analista de Relacionamento do Sicoob Coopjustiça, o empréstimo pode ser uma ferramenta para reorganizar a vida financeira, desde que tenha um objetivo claro.
A especialista afirma que o consignado é um aliado quando usado para substituir dívidas mais caras ou consolidar empréstimos. Ela recomenda que o comprometimento da renda permaneça em patamar que preserve espaço para despesas essenciais, citando o limite de cerca de 30% da renda mensal. Este percentual acompanha a redução gradual da margem consignável dos servidores federais, que passará de 40% para 30% até 2031.
As condições variam, mas para aposentados e pensionistas do INSS, o teto de juros é de 1,80% ao mês para consignado. Em termos de segurança, as regras do INSS, vigentes desde 2026, exigem validação por biometria facial e bloqueio automático do benefício após cada operação, visando reduzir fraudes.


