A Oliveira Trust, agente fiduciário dos debenturistas da Ambipar, e o banco Sumitomo pediram à Justiça do Rio de Janeiro o adiamento da assembleia geral de credores. O encontro, marcado para 25 de agosto, trataria do plano de recuperação judicial da companhia.
Os credores alegaram que a convocação da assembleia não cumpriu o prazo mínimo de 15 dias estabelecido em lei. Além disso, afirmaram não ter recebido as demonstrações financeiras recentes da empresa, o que impede a análise do plano de reestruturação. Os requerentes também pediram que a Ambipar apresente os relatórios financeiros pendentes referentes ao terceiro trimestre de 2025, ao balanço anual daquele exercício e aos dois primeiros trimestres de 2026.
O pedido ocorre em meio à insatisfação de alguns credores locais com a proposta de recuperação. O acordo firmado em julho com os detentores de títulos emitidos no exterior prevê a troca dos papéis atuais por novos, com prazo de sete anos. Este entendimento também inclui pagamentos ligados à venda de precatórios da companhia.
Entre os credores brasileiros, há divergência sobre o tratamento oferecido aos detentores de títulos internacionais, que difere das condições para os demais credores. Outro ponto de debate é a permanência do controlador Tércio Borlenghi Jr. na administração, tema que gera desconforto entre parte dos credores.
Paralelamente, a Oliveira Trust recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para contestar a competência da Justiça fluminense. O agente fiduciário defende a transferência do processo para São Paulo, argumentando que as atividades operacionais e decisórias do grupo estão concentradas na capital paulista e em Nova Odessa.

