Adriano Álvaro Melo, de 10 anos, reconhecido por ter altas habilidades e ter criado o jogo Super Alvinho, vive atualmente com a mãe, Priscila Melo, em um abrigo público no bairro do Grajaú, Zona Norte do Rio de Janeiro, após enfrentar instabilidade financeira e problemas de saúde na família.
O garoto, natural do Complexo da Maré, desenvolveu o jogo após realizar um curso online de programação da Universidade de Harvard. Aos sete anos, Adriano já se destacava em competições de xadrez e em robótica na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em dezembro de 2024, tornou-se a pessoa mais jovem a receber a Medalha Pedro Ernesto, concedida pela Câmara do Rio.
A situação da família se agravou após Priscila, de 42 anos, ser diagnosticada com tuberculose resistente a medicamentos em outubro do ano passado. No início de 2026, a mãe mudou-se com o filho para Cabo Frio, na Região dos Lagos, em busca de emprego, mas a tentativa foi frustrada. Sem recursos, passaram por casas de passagem no interior do estado.
Adriano chegou a conseguir uma bolsa integral em escola particular por meio do diretor de uma instituição de acolhimento, mas frequentou a instituição por apenas dois meses. A mãe precisou retornar à capital para realizar tratamento na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o que interrompeu a rotina escolar do menino.
Priscila relatou que perdeu o apartamento em Itaboraí após ser vítima de um golpe imobiliário, caso que segue na Justiça. Atualmente, a família reside na Unidade de Reinserção Social (URS) Maria Tereza Vieira. A renda atual consiste em R$ 650 do Bolsa Família e R$ 250 de um cartão de alimentação para pacientes com tuberculose.
A mãe, que cursa mestrado em Tecnologia Social, utiliza computadores de um coworking em Vila Isabel para escrever sua dissertação, enquanto o filho estuda por conta própria. Adriano expressou o desejo de estudar na Europa e se tornar construtor de robôs.

