Um grupo de criminosos roubou 66 objetos de ouro e metais preciosos da Idade do Bronze na madrugada desta quinta-feira (27), no Museu de Villena, na província de Alicante, Espanha. A ação durou quatro minutos, ocorrendo logo após o disparo do alarme às 5h20, segundo as autoridades locais.
O acervo, conhecido como tesouro de Villena, soma quase 10 quilos de materiais. A maior parte do volume é composta por ouro puro de 24 quilates, distribuído em 11 tigelas, 28 braceletes e dois frascos. O conjunto também incluía cerca de 600 gramas de prata em recipientes esféricos e itens de âmbar.
Estudos científicos identificaram a presença de ferro extraterrestre, de origem meteorítica, em um bracelete e em uma semiesfera oca. O material era extremamente incomum no período de produção das peças, entre 1500 a.C. e 1000 a.C., pois a extração de ferro de minérios terrestres ainda não era dominada.
As autoridades descreveram a operação dos ladrões como super-rápida e superprofissional. O tesouro é considerado a maior concentração de ouro da pré-história da Península Ibérica e uma das maiores da Europa, superada apenas pelas Tumbas Reais de Micenas, na Grécia.
As peças foram descobertas em 1963 por uma equipe liderada pelo arqueólogo José María Soler García, que encontrou os itens enterrados em uma vasilha de cerâmica na região de Rambla del Panadero.
Não há consenso sobre a finalidade do conjunto. As hipóteses levantadas por especialistas incluem a possibilidade de ser um depósito para cerimônias religiosas, pertences de uma autoridade política ou uma reserva escondida diante de ameaças.

